quinta-feira, 17 de junho de 2010

Triatlo de Oeiras

Bom, já venho um pouco atrasado, mas venho sempre a tempo de dizer alguma coisa sobre aquilo que aconteceu no passado domingo. Foi o Triatlo de Oeiras, prova pontuável para a Taça de Portugal e que desta feita já não era prova de apuramento para o Campeonato da Europa de júniores, uma vez que a selecção em causa já estava definida. A última vez que fiz este Triatlo foi em 2007 e digamos que foi aquele Triatlo que me mandou para este Mundo em que vivo agora: o Triatlo. Nesse ano fui o 1º a sair da água, integrei uma fuga com o João Amorim e acabria por terminar na 3ª posição absoluta, que me enviou directamente para a equipa principal do Campeonato da Europa de Juvenis por estafetas desse ano que se realizou em Kuopio na Finlândia.

Bom, relativamente a este ano como esperado as coisas foram bastante diferentes. Tudo começou com uma natação muito rápida (pelo menos eu achei) o que fez com que eu descolasse alguns metros. Fui-me apercebendo que estava a perder algum tempo ainda durante o segmento inicial e chegado ao parque de transição após uma longa corrida desde a praia é que consegui ter ideia da real distância. Era uma diferença difícil de recuperar. Seguiam 3 atletas na frente. Após uma transição que não foi perfeita, saí do parque completamente a dar tudo e apanhei alguns atletas. Mas eu neste dia não queria andar em grupo porque sabia que iria ficar prejudicado. Tinha de o fazer sozinho por muito que me custasse. Foi então que ainda antes dos 2km iniciais deste segmento decidi atacar numa pequena inclinação em Sto. Amaro de Oeiras. Consegui deixar para trás os 4 atletas que então seguiam comigo e a partir daqui era uma luta solitária e em contra-relógio contra os 3 atletas da frente. Entretanto apanhei o Pedro Mendes que tinha descolado do João Serrano e João Amorim (agora o duo da frente) que acabaria também por não me conseguir seguir. Aos 12kms apanhei o duo da frente e seguimos juntos até ao parque de transição, onde fui o 1º a entrar.

Inicio do segmento de corrida final, acabei por ser o 3º a iniciá-lo, já que a minha transição não foi famosa e segui agora atrás dos outros dois atletas. Perdi o contacto logo ao inicio e acusei realmente o cansaço do esforço despendido para chegar à frente da competição. Mas fui um preço que eu preferi pagar. Agora restava-me dar o meu melhor na corrida e tentar ficar o melhor possível. Acabei por ser passado pelo José Veiga (também ele do Olímpico de Oeiras) e depois mantive a 4ª posição até final.
O vencedor foi o João Amorim, que terminou ao sprint com o João Serrano. Terceira posição para o José Veiga e 4º posto para mim.
E foi mais ou menos assim a prova que teve como vencedores de clubes, no sector feminino o Alhandra Sporting Club e no sector masculino mais uma vez o Clube Olímpico de Oeiras, que mantém a invencibilidade.
P.S: Continuo a ter boas recordações deste Triatlo. Fi-lo duas vezes e das duas vezes adorei fazê-lo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Triatlo de Peniche

Foi no passado sábado que se disputou o Campeonato Nacional de Júniores e também o Campeonato Nacional de Grupos de Idade, que à semelhança daquilo que tem acontecido nos 2 anos anteriores, foi em Peniche. Uma tarde que contou com 3 provas: Aquatlo (super-sprint), Triatlo (super-sprint) e outro Triatlo (sprint). Foi precisamente nesta última competição que se disputaram os títulos que acima referi e portanto na prova em qual eu participei.
Procedimentos habituais de colocação do material necessário no parque de transição, ver as provas anteriores e chegada a hora, preparar realmente para a prova.
Aqui a vestir o fato isotérmico e como à sombra não havia bancos para eu me sentar e vestir mais facilmente, eis que o meu pai tem uma ideia brilhante.
Uma vez que se tratava do Campeonato Nacional de Júniores, estes partiram separados do resto dos participantes e dada a partida, voltei a conseguir um bom arranque o que me permitiu integrar deste início o grupo da frente. À saída da água vinha um grupo com cerca de 6 elementos.
Como o inicio da bike foi algo forte (pelo menos da minha parte) acabou por juntar na frente da competição apenas um grupo de 5 elementos: Eu, João Amorim, João Serrano, Miguel Fernandes e Vasco Pessoa. 4 júniores para 3 lugares no pódio e um sub-23. A 1ª volta foi calma e adivinhava-se um ciclismo muito táctico devido aos atletas com aspirações ao título que lá se encontravam, no entanto, nesta volta quase todos puxaram, é claro que uns mais que outros. Início da 2ª volta já não havia entendimento no grupo. Ora se não queriam puxar eu também não fui puxar. Resguardei-me durante cerca de 2-3kms já a pensar no meu 1º ataque. Tinha de ser um ataque em condições. E assim foi, na subida que antecede a chegada ao farol eu acelero muito o andamento e nem todos conseguem acompanhar. Ficou o Miguel Fernandes. Agora 4 na frente. Mas ainda faltava uma volta para o final deste segmento e com mais uma passagem por aquela subida, eu já pensava noutro ataque. Quando lá cheguei, como tinha pensado ataquei outra vez e desta feita ficou lá mais um. Desta vez foi o João Serrano que com a chegada do final deste segmento já próxima, acabou por não perder muito tempo, mas ainda assim algum. Final do segmento, entrada no parque de transição (aqui perdi algum tempo devido ao empedrado que era bastante perigoso e onde eu me cortei um bocado, para não colocar em questão a minha integridade física).
Nesta fotografia: final da 2ª volta, já só com 4 elementos na frente
Início do segmento de corrida final. Saí na terceira posição (da geral, 2º júnior) com o Vasco Pessoa e o João Amorim à minha frente, mas cedo fui passado pelo João Serrano que com a minha perda de tempo recuperava terreno. Aqui sou sincero, todo aquele trabalho que fiz na bike e que ditou que dois atletas ficassem para trás, pesou-me nas pernas. Mal comecei a correr senti as pernas "pesadas". Mas tinha de aguentar e sofrer para segurar pelo menos 0 3º lugar júnior, que era o mais importante neste dia.
Na parte final da prova, fui passado pelo José Estrangeiro que fez um segmento final de grande nível e assim relegou-me para a 5ª posição da geral, mas ainda assim 3º júnior e também 3º do Grupo de Idade 18-19 anos. E foi assim o meu último Campeonato Nacional no escalão de júniores. Para o ano a cor do dorsal já muda.
Resultados Finais Absolutos
1º - João Amorim
2º - Vasco Pessoa
3º - João Serrano
4º - José Estrangeiro
5º - Hugo Ventura
Campeonato Nacional de Júniores
1º - João Amorim
2º - João Serrano
3º - Hugo Ventura
4º - Miguel Fernandes
5º - Hugo Alves
O pódio do Grupo de Idade 18-19 anos, já que as medalhas do Campeonato Nacional de Júniores, são entregues no final da época.
Próxima prova: Triatlo de Oeiras - Domingo,13 de Junho

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Aveiro - S. Pedro do Sul

Foi no passado sábado, dia 29 de Maio de 2010 que o grupo com quem pedalo em Aveiro se organizou para fazer uma valente tirada. "A equipa está formada e é forte" como disse o João Moreira. Como não podia deixar de ser, o encontro e local de partida foram no Knock-Out Heath Club. Com isto, às 08h30 estávamos a partir para a nossa tirada de cerca de 100km de pura montanha. O grupo era este (mais uma vez vou usar as palavras do João):
João Moreira
Paulo Pires, a mais recente aquisição
Hugo Ventura, o Triatleta
Luís Ventura, mais vale partir que vergar
Henrique Graça, o Robocop que trepa montanhas
Nuno Daniel, TrekMen ;) Trepador!
António Barbosa, joga na equipa do Luís!
António Salgueiredo, o Cancellara
João Filipe, o Beginner
João Miguel, o Cancellara nº2
David Homem, Campeão Nacional de Corridas de Aventura, só.
Samuel Neves, um aluno exemplar. Bem-vindo!
Abrantes, não vai pedalar mas não menos importante, vai ser o 'Chefe de Fila' dos carros e vai por ordem nas condutoras.
Parte inicial do percurso até Serenada do Vouga plana, apenas com pequenas subidas. Depois a partir daqui começavam as dificuldades. Após a 1ª pausa de alguns em Serenada (outros foram seguindo) começava a verdadeira montanha inicialmente com uma subida de pouca inclinação mas prolongada. Como fui daqueles que fiquei parado, tive de subir mais rápido para apanhar os da frente. Enquanto isto ainda deu para brincar um bocadinho com um grupo que encontrámos e que pensavam que éramos fraquinhos. Resumindo, Eu e o João Moreira acabámos a subida a 33km/h, já com todos esfrangalhádos (daquele tal grupo). Reagrupamento do nosso grupo. Seguia-se uma fase de transição até à próxima subida, que fizemos mais ou menos juntos, sem grandes diferenças. Nesta altura lembrei-me de fazer isto:

video

Mas depois é que vinha o pior. Tínhamos chegado à primeira grande rampa. Com troços de 14-15% de inclinação e ainda com uma extensão considerável (+/- 6kms), foi realmente um obstáculo difícil de ultrapassar para todos. Cheguei a uma altura que já não tinha mais mudanças e bem que me fizeram falta. Chegados todos la a cima ninguém desmontou. Parabéns a todos. Como devem calcular por esta altura já estávamos a uma altitude engraçada e a humidade fazia-se sentir. Descemos um pouco, passámos por umas aldeias e algum empedrado no chão. Quando estávamos a passar numa das aldeias, oiço uma senhora a dizer "Bom dia" ao que nós respondemos também com um "Bom Dia". Depois disse ela assim "Boa Sorte". Foi aqui que eu me apercebi que as dificuldades estavam longe de estar ultrapassadas. Bem vou continuar e logo se vê o que praí vem. Uma rampa ainda pior. Mais longa, mais difícil e mais inclinada em toda a sua extensão. Um verdadeiro obstáculo. Lembrei-me várias vezes das grandes etapas das grandes voltas com chegada ao alto. Etapas com viragens que têm de ser feitas por fora senão não se consegue, enfim, absolutamente espectacular. Antes de mais deixo aqui os meus parabéns a quem desenhou o percurso, que de facto estava excelente. Mais uma vez chegámos todos lá a cima e agora sim, o pior já tinha passado. A partir daqui já apenas havia uma pequena subida e depois era a descer e plano até ao fim. Nunca desci tão rápido e atingi uns assustadores 79,3km/h.
Já todos em S. Pedro do Sul no ponto de chegada que era a Pensão David (propriedade da família do David Homem), era hora da foto de grupo da praxe (que eu ainda não tenho, mas assim que a tenha venho cá publicar), banho e depois a recompensa de um treino daqueles. Um Cabrito como eu já não comia à muito tempo. Mas o cabrito era só o prato principal. Entradas, sopa, sobremesa, bebidas, enfim, tudo a que tem direito um almoço de "lorde".
No fim de tudo, regresso a Aveiro, agora de carro até ao Knock-Out mais uma vez onde depois de agradecimentos a quem organizou (João Moreira e David Homem) e também depois de se combinar o treino para o dia a seguir, cada um foi para sua casa para "O Descanso do Guerreiro". Já chega de escrever, que já devem estar cansados de tanto ler.
A toda a malta um grande abraço e sempre que quiserem fazer uma coisa destas, já sabem que eu alinho... Abraços e Obrigado a todos. Beijinhos também para as condutoras que nunca nos deixaram e sem elas isto também não era possível.
P.S: Logo que as tenha coloco as fotografias